Saúde e INIS intensificam ações integradas no combate à esporotricose animal em Itajaí
Plano de ação amplia coleta de exames, tratamento gratuito aos animais de tutores com baixa renda e reforça monitoramento epidemiológico
Data de inclusão: 25/02/2026 - 12:24:00
A Vigilância Epidemiológica de Itajaí intensificou as ações de enfrentamento à esporotricose animal no município. Em parceria com o Instituto Itajaí Sustentável (INIS) foi colocado em prática um plano de ação que amplia o atendimento, a coleta de exames e o tratamento dos animais diagnosticados com a doença.
A esporotricose é uma doença fúngica de origem ambiental e classificada como zoonose, ou seja, pode ser transmitida entre animais e pessoas. O fungo está presente no ambiente e atinge principalmente os gatos, que são os mais suscetíveis à infecção.
Entre as medidas adotadas estão a confecção de fichas, planilhas, informativos, materiais educativos e mapas de monitoramento; ações orientativas em Unidades Básicas de Saúde, clínicas veterinárias, empresas, comunidades, escolas e instituições de ensino superior de Medicina Veterinária; além da logística de recolhimento de notificações e amostras para análise laboratorial.
As amostras coletadas são preparadas, identificadas e encaminhadas ao Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), em Florianópolis. Os dados das notificações e exames são inseridos nos sistemas oficiais do Governo do Estado garantindo o acompanhamento epidemiológico. Os casos positivos são monitorados até o desfecho, com visitas técnicas e orientações às famílias.
A Vigilância também realiza a entrega de caixas térmicas com termômetro e kits de coleta aos estabelecimentos veterinários, fortalecendo a rede de diagnóstico e controle da doença.
A diretora-presidente do INIS, Maria Heloisa Lenzi, destaca a integração entre os órgãos municipais no combate à doença:
“Estruturamos um plano de ação para o enfrentamento da esporotricose no município. Ampliamos o atendimento domiciliar aos tutores de baixa renda para coleta e diagnóstico e, nos casos confirmados, o INIS, por meio da Unidade de Acolhimento Provisório de Animais (UAPA), fornece gratuitamente a medicação. A Vigilância Epidemiológica orienta sobre o isolamento e acompanha os casos, garantindo uma atuação integrada na proteção da população.”
O atendimento contempla tanto animais com tutor quanto animais errantes. Nos casos de animais sem tutor e com diagnóstico confirmado, o INIS realiza o recolhimento e o encaminhamento para isolamento específico para tratamento. O espaço está em processo de ampliação, com aquisição de novos equipamentos para ampliar a capacidade de atendimento.
Já os tutores que permanecem com seus animais recebem gratuitamente a medicação e equipamentos de proteção individual (EPIs), como luvas, garantindo segurança no manejo e na administração diária do tratamento.
Transmissão da doença
A transmissão pode ocorrer pelo contato com o fungo no ambiente ou por meio de arranhões e mordidas de animais contaminados. Em humanos, a infecção também pode acontecer a partir do contato com lesões infectadas.
A médica-veterinária da Vigilância Epidemiológica de Itajaí, Andréia Díaz de Porto, explica que o principal sinal de alerta são feridas persistentes:
“A esporotricose é uma doença fúngica, ambiental e zoonótica, que acomete principalmente os gatos e pode ser transmitida às pessoas por arranhões e mordeduras. O principal sinal são feridas que não cicatrizam sem o tratamento adequado. Ao identificar lesões suspeitas, é fundamental procurar um médico-veterinário. A doença tem cura, mas exige diagnóstico, notificação e tratamento correto.”
As lesões costumam se apresentar como feridas que não cicatrizam, podendo aumentar de tamanho e apresentar secreção. Sem tratamento adequado, a doença pode se agravar e se espalhar.
A orientação é que, ao perceber qualquer lesão suspeita no animal, o tutor procure imediatamente atendimento veterinário. Em Itajaí, os profissionais estão orientados sobre os protocolos de notificação e encaminhamento para diagnóstico laboratorial.
Também é recomendado que os gatos sejam mantidos dentro de casa, reduzindo o risco de contaminação e evitando a transmissão para outros animais e pessoas.
O atendimento contempla tanto animais com tutor quanto animais errantes. Nos casos confirmados de animais sem tutor, o INIS realiza o recolhimento e o encaminhamento para isolamento específico para tratamento. Já os tutores que permanecem com seus animais recebem gratuitamente a medicação e equipamentos de proteção individual (EPIs), garantindo segurança no manejo.
Em caso de suspeita, chame no WhatsApp (47) 99118-8389.